Não importa o lado político em que você esteja, eu sei que nesse momento a maior parte de nós está assustada, angustiada. A política, de alguma forma, tem dado o tom das últimas semanas. E há muitos medos em jogo. Alguns fabricados, alguns extremamente legítimos. O maior problema é: estamos perdendo nosso centro.
Estamos entrando em movimentos que pouco contribuem. E aqui posso apontar uma diferença: indignação não é sentir ódio, serenidade (eu sei, está difícil) não é apatia, não gritar ou não impor sobre o que você acredita não é subserviência. Há muitos trabalhos de formiguinha sendo feitos há anos, em silêncio, que contribuem muito mais do que movimentos feitos através da raiva, do desespero.
Para mim, calma é a melhor estratégia para seguirmos percebendo com ajuda da intuição, inclusive, como devemos nos mover. Nesse momento, tem sido difícil, eu sei. Não falo isso para que você sinta culpa. É mais para despertar uma fagulha de paz aí. Infelizmente, estamos sendo manipulados pelos algoritmos do ódio. Estamos nos alimentando de ódio e vociferando ódio. Espero que a gente acorde o quanto antes para isso.
Outro dia ouvi sobre a história do escritor, neurologista e psiquiatra Viktor Frankl que sobreviveu a quatro campos de concentração, inclusive Auschwitz. Ele entendeu a partir da sua história e de outros prisioneiros que o que mais ajudava era o senso de propósito, um significado para a vida. Enquanto estava vivendo esse horror, ele decidiu que escreveria essa história e isso o salvou.
Por isso, independentemente do resultado dessas eleições, de como ficaremos felizes ou tristes, pense: qual é o propósito da sua vida? Não precisa ser nada grandioso. Mas o que sua vida significa para você e para os outros?
Nas últimas semanas por aqui, recebi muito ódio movido pelo jogo político e não foi só de um lado, recebi muito mais ódio das pessoas de esquerda até. Imagino que pelo medo mais acentuado. Mesmo assim, não justifica. Existem um ego e uma soberba em nós que precisam morrer. Por outro lado, também pude conversar com muitas pessoas, tanto as que votam 13, como eu, como as que votam 22 de forma muito tranquila e honesta.
Sobre a política em si, meu propósito aqui não é unicamente defender lados. Quando falo sobre, um dos meus maiores propósitos é que possamos ampliar juntas nossa consciência. E, principalmente, não cairmos nesse jogo da era digital, que tem enfraquecido as democracias de vários países, nos dividido e nos levado a destilar ódio uns contra os outros. Fico triste de ver que estamos caindo como patinhos. Precisamos estar mais atentas e despertas.
Essa semana também recebi um depoimento muito bonito que me deixou extremamente emocionada. Uma mulher me enviou um áudio lindo para contar como o Perfeito estava sendo um suporte emocional importantíssimo para ela nos últimos anos diante de uma separação difícil e, imagino, um luto de uma vida que mudou de caminho.
Penso que gozar, seja no momento que for, ser feliz, saber aproveitar pequenos pedacinhos de alegria que existem nessa vida é revolucionário justamente por isso. Porque nos ajuda a não sucumbir. Porque, mesmo que pequenininho, nos traz sentido.
Por isso, sejamos felizes, amemos quem está do nosso lado, não toleremos quem nos puxa para baixo, usemos muito nossos Perfeitos, brindemos a vida. Independentemente do resultado de domingo e dos dissabores que a vida sempre nos reserva, que a gente possa criar sentidos e propósitos para seguir. A luta não é só agora. A luta é sempre.






















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