Já me pararam na rua, já me mandaram mensagens e já compartilharam comigo uma história que se repete: se separaram depois que o Perfeito passou a fazer parte da rotina. Muitas delas nunca tinham tido coragem de acessar um dispositivo como ele e só o fizeram depois de conhecerem os meus conteúdos. Por isso, sentem que é importante me contar sobre suas vidas íntimas. Eu entendo que essa repetição acontece por uma razão.
Mas, calma. Ter um Perfeito ou começar a usá-lo não vai produzir automaticamente o fim de uma relação, nem te tornar uma solitária amarga como dizem os comentários de ódio que costumo receber. Inclusive, pode até ser o contrário para muitos casais, e eu também recebo muitas dessas histórias. Quando observo especificamente os relatos de separação, consigo identificar por que eles acontecem.
Não é incomum observarmos casamentos falidos nos quais a mulher simplesmente não consegue sair daquele lugar porque existe uma dependência do outro para sentir prazer. E isso vem da nossa história. Nós, mulheres, entendemos que o acesso a esse tipo de prazer estava automaticamente relacionado à presença de um homem em nossas vidas. Por isso, muitas de nós ainda não fizeram o percurso de construir a própria autonomia sobre o prazer.
Por isso, muitas permanecem em casamentos cujo sexo ainda é a única coisa que resta, quando, infelizmente, não existe mais nada capaz de sustentar as bases da relação. Para mim, não é a perfeição que une dois adultos. É a vontade de estar junto e o desejo de equacionar todos os numerosos problemas que existem numa relação, mesmo quando ela não é violenta ou tóxica. E sustentar esse desejo não é fácil, principalmente para nós, mulheres, diante das infinitas inabilidades dos homens.
E é por isso que muitas mulheres saem de relacionamentos quando descobrem os Perfeitos. Porque, no fim, elas não têm mais nenhuma vontade de estar ali. Ou seja: quando essa mulher constrói a sua própria autonomia e passa a acessar o prazer por outro caminho, desperta nela naturalmente um entendimento: posso sair daqui. É por essa razão que ter um Perfeito pode ser tão encorajador para uma mulher que já deseja se separar.
Ao mesmo tempo, é exatamente por isso que tantos homens temem que suas mulheres tenham um dispositivo de prazer. Porque eles também aprenderam que a única função deles na vida daquela mulher era proporcionar prazer. Não companhia, não respeito, não a possibilidade de crescimento enquanto dois seres que escolheram estar juntos. Triste essa realidade, né? Porém, ela deixa nítido que eles sabem que esse tipo de prazer é a única coisa que eles têm para oferecer.
Só que os Perfeitos, queridas, traz uma sensação que quase nenhum homem será capaz de proporcionar. Embora não existam o contato físico e todas as maravilhas que estar a dois pode oferecer, a tecnologia dos dispositivos de pulsação de ar é tão bem construída para a anatomia feminina que, depois disso, você entende que nada nem ninguém é insubstituível na vida.
E é exatamente isso que eu falo repetidamente: o poder da autonomia. O poder de ter a escolha de ir ou ficar, não porque a sua relação seja perfeita ou imperfeita, mas porque você quer ou não quer mais permanecer ali. Porque você enxerga ou não enxerga a possibilidade de futuro ali. E isso, além de poderoso, te traz um ar de liberdade.
Para quem ainda não entendeu, vou deixar claro: o que provoca essas separações são homens mesquinhos, que não cuidam de suas parceiras e não oferecem a elas bem-estar, segurança, amor e possibilidades de sonhar. Não é um objeto de silicone, de poucos centímetros, com o qual eles temem competir.






















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