Ejaculação feminina existe?
Ejaculação feminina existe?

Ejaculação feminina existe?

Nunca vou esquecer o dia em que me pararam numa boate para perguntar: “Dani, por que toda vez que uso o Perfeito eu faço xixi?” O fenômeno da ejaculação feminina desperta curiosidade. E, convenhamos, foi espetacularizado e pouco explicado. Hoje, não tenho dúvidas: ele existe. Mas ainda precisamos entender melhor como acontece. Te trago aqui um resumo do que sabemos até agora e te explico como você pode, se quiser, explorá-lo.

Nesses quatro anos vendendo os Perfeitos, já recebi inúmeras fotos de lençóis molhados. Antes de vendê-los, na verdade, eu mesmo experimentei depois de usar um outro sugador. E, como explico no link secreto dos Perfeitos (conteúdo exclusivo para quem compra), hoje nem acho mais tanta graça pela trabalheira que ele dá. Já me deram até a dica de tapete higiênico de cachorro para proteger a cama da molhadeira.

Eu sou mais do time dos orgasmos longos, aqueles que duram algumas dezenas de segundos ou talvez minutos (não é tão fácil chegar lá). E a técnica para chegar nele não é tão diferente para chegar na ejaculação feminina, o também chamado squirting. O caminho é um só: valorizar o nosso poderoso clitóris. Antes até existia uma mística em torno de um tal ponto G. Hoje sabemos que o ponto G nada mais é que uma extensão do nosso clitóris e é nele que devemos focar.

E sabe o que é mais triste nisso tudo? Demoramos muito para conhecer a anatomia do clitóris e, de fato, reverenciar a importância desse pequeno órgão tão poderoso. Pensa comigo: por que você acha que isso aconteceu nos últimos séculos? Não é que o clitóris esteja sendo descoberto. Há muito conhecimento ancestral sobre ele. A verdade é que ele foi esquecido. E por que você acha que fomos esquecendo dele?

O estudo que revelou sua estrutura completa foi publicado só em 2005. Até muito recentemente, ainda havia partes fundamentais do nosso corpo que nem apareciam nos livros de anatomia. Inacreditável… E, se demoramos tanto para compreender o clitóris, imagina quanto ainda falta conhecer sobre as respostas do nosso corpo quando sentimos prazer.

Quando o assunto é ejaculação feminina, a ciência ainda discute como nomear e diferenciar os fluidos. Alguns estudos descrevem a ejaculação feminina como uma pequena quantidade de secreção das glândulas parauretrais. Já o squirting costuma ser associado à expulsão de um volume maior de líquido, cuja composição pode se parecer com a da urina. Os fenômenos podem ser diferentes, mas a pesquisa sobre eles ainda é limitada e não responde às nossas perguntas.

O que dá para dizer com mais segurança é: existem relatos e evidências científicas desses fenômenos. Em estudos pequenos, pesquisadores observaram a bexiga durante a estimulação sexual e analisaram o líquido expelido. Os resultados indicam que, no squirting, é da bexiga que o fluido sai. Mas isso não significa que toda experiência seja igual, nem que a ciência já tenha explicado completamente se é xixi ou não. É um tema que ainda precisa ser aprofundado.

No link secreto dos Perfeitos, compartilho a técnica para prolongar o orgasmo e experimentar a ejaculação feminina. O estímulo começa pelo clitóris. E aprender a sustentar o orgasmo por mais tempo é o caminho. Não existe uma fórmula garantida, porque cada corpo tem seu ritmo e suas possibilidades, embora ache que todas nós possamos vivenciá-lo. Acredite: não é difícil. Muitas pessoas experimentam esse fenômeno logo depois de usar um Perfeito.

O nosso corpo é um espaço de autoconhecimento muito poderoso e não deveríamos sentir vergonha de explorá-lo. Para mim, o grande lance é tomar o nosso prazer para si, saindo dessa ideia antiga que ele está a serviço do outro. É resgatar o nosso poder, a nossa autonomia. É isso que vai fazer uma enorme diferença em nossa vida e pode nos levar a lugares que ainda não podemos nem imaginar.